Não faz muito tempo, o mercado brasileiro de TI começou a se familiarizar com termos como Inovação, Governança, Web-Services, Mobile Banking, Cloud Computing e, no segmento bancário, SOA, Arquitetura Orientada a Serviços. Diferente de produtos e aplicativos, o SOA é uma plataforma conceitual, que pode ser iniciada pelas áreas mais carentes de inovação, permitindo a utilização de plataformas que já existem no sistema.
Uma das grandes ofertas da plataforma é a liberação das áreas de negócio das restrições das áreas de Tecnologia e, para os clientes finais, o acesso a produtos mais adaptados para sua necessidade e realidade, como, por exemplo, os serviços por celular ou internet, que se tornam mais fáceis de prover e gerir. Além disso, permite a implementação gradativa para reorganizar departamentos, facilitar a rotina de busca, definir e gerenciar serviços disponibilizados para a criação de processos.
Todas as operações podem ser visualizadas e o resultado final é fazer com que a área de negócio fique mais próxima da área técnica, permitindo um melhor relacionamento entre ambas. Um exemplo prático seria o aumento das operações bancárias via internet ou o mobile banking, que já é utilizado em alta escala nos EUA.
Atualmente 20% a 30% dos bancos brasileiros já estão maduros o suficiente para implantar a SOA em seus sistemas e é apenas uma questão de médio prazo para que as instituições percebam a importância dessa ferramenta na viabilização de seus negócios. Os bancos que inovaram com a arquitetura não fizeram isso do dia para a noite, certamente tiveram um tempo necessário, mas, quando se trata de flexibilidade, já que é possível fazer a mudança por módulos, a otimização é um dos principais diferenciais a ser considerado.
Nos mercados da Europa e dos Estados Unidos, a SOA já é vista e aplicada em escala considerável, porém no Brasil, como a organização dos bancos ainda é feita por canais e não por processos, os desafios são grandes. Sabemos que a implantação da SOA requer uma forte mudança cultural, especialmente nas áreas de TI. Para isso é preciso analisar, entre outros desafios, o modelo de difusão de inovações do mercado brasileiro e como fazer uma governança adequada dos serviços já existentes.