Laurabot é o grande vencedor do Prêmio Empreenda Saúde 2017
segunda-feira, 04 Dezembro, 2017

O robô cognitivo gerenciador de risco possibilita processar e analisar dados de forma efetiva, facilitando a tomada de decisões dos profissionais de saúde.

 

A everis, multinacional de consultoria que oferece soluções de estratégia e de negócios, integrante do Grupo NTT DATA, e uma das dez maiores empresas mundiais de serviços de TI, anunciou o projeto vencedor da 3ª edição do Prêmio Empreenda Saúde durante cerimônia realizada na noite de 30 de novembro, no Consulado Geral da Espanha em São Paulo, na presença do cônsul espanhol Angel Vázquez Díaz de Tuesta; do cônsul japonês Yasushi Noguchi; dos executivos Fernando Apezteguia, CEO da everis Brasil e Antônio Carlos Valente, Chairman da companhia; dos jurados da premiação e demais convidados.

 

A escolhida foi a startup Laura Networks, liderada por Jacson Fresatto, de Curitiba. Seu projeto – Laurabot – foi desenvolvido usando tecnologia cognitiva e é capaz de gerar alertas precoces de desenvolvimento da sepse – quando o corpo tem uma reação exagerada a uma infecção - reduzindo o tempo entre a suspeita e a administração do antibiótico, de 13 horas, média brasileira, para apenas 3 horas, o que pode reduzir até 50% os casos de choque séptico.

 

A Laura Networks recebeu R$ 50 mil, em barras de ouro, e passa a contar com o acompanhamento profissional especializado da everis para colocar seu plano de negócios em prática no mercado brasileiro. Este é o objetivo do Prêmio Empreenda Saúde, que visa incentivar o empreendedorismo e a inovação, desenvolver talentos e reconhecer negócios com grande potencial no setor de saúde.

 

Para Jacson, o projeto Laurabot não venceu sozinho o Prêmio Empreenda Saúde, pois, segundo ele, “todos que participaram desse processo já ganharam de alguma forma, ao conhecer soluções disruptivas para a saúde”. “Essa iniciativa, que reúne em um mesmo ambiente profissionais do setor e mentores com empreendedores criativos, porém, desprendidos de regras funcionais, é a forma de pavimentar o caminho que utilizaremos no futuro. Buscar um denominador comum para melhorar as condições dos pacientes é o grande prêmio. Só tenho a agradecer à grande equipe que está comigo, e se estamos aqui hoje é porque queremos continuar cumprindo com nossa responsabilidade e ajudar cada vez mais na missão de salvar vidas”, explica o empreendedor.

 

217 projetos inscritos

 

A 3ª edição do Prêmio Empreenda Saúde recebeu 217 projetos inscritos com foco na melhoria do setor de saúde em três temas: assistência integral à saúde; eficiência em produtos e processos assistenciais; e mecanismos de integração educacional em saúde. Todos os trabalhos foram avaliados por uma comissão de avaliação e um corpo de jurados com representantes das áreas de ensino, pesquisa, inovação e empresários dos mais diversos âmbitos da saúde no Brasil. A análise dos projetos levou em conta os critérios de aplicabilidade (relevância do problema), inovação, e nível de contribuição para melhoria do sistema de saúde (tamanho da população beneficiada).

 

Laurabot e a tecnologia cognitiva para salvar vidas

 

O maior diferencial do projeto vencedor Laurabot é que o robô entende e conversa diretamente com a área operacional de uma instituição, contribuindo para o dia a dia dentro da corporação. Ele é capaz de gerenciar qualquer tipo de risco advindo de falhas operacionais e informar as pessoas responsáveis com rapidez, poupando tempo, recursos e até vidas.

 

O Robô Laura utiliza a computação cognitiva para fazer gestão dos processos, possibilitando que o sistema aprenda e tome decisões baseado em dados. Sua plataforma foi desenvolvida com o objetivo de suportar diversas interfaces e sistemas em uma só ferramenta. A adaptação à operação é natural, de modo interativo e amigável. Além disso, o sistema pode ser acessado por computadores, tablets e smartphones e sua comunicação se dá por meio de notificações, e-mails e SMS.

 

O fundador da empresa e idealizador do projeto explica que a motivação para criar o Robô Laura foi a constatação do alto número de mortes causadas pela demora de se perceber o real cenário de risco em que o paciente se encontra. A Sepse, mais conhecida como infecção generalizada, por exemplo, ataca aproximadamente 2,5 milhões de pessoas por ano no Brasil, das quais cerca de 250 mil morrem anualmente. Essa doença mata mais do que o câncer e lidera o número de mortes em praticamente todos os países, tirando a vida de uma pessoa a cada um minuto e meio no mundo. “Se a equipe de assistência for avisada precocemente sobre um paciente com Sepse, é possível salvar mais de 12 mil vidas por ano no Brasil”, finaliza.