Redes abertas em telecomunicações ampliam competitividade das operadoras e trazem benefícios incontestáveis aos brasileiros
segunda-feira, 23 Novembro, 2020

Ao adotarem redes virtualizadas e abertas, que integram diferentes tecnologias, operadoras ampliam capacidade das operações para oferecer 5G e passam a oferecer maior qualidade, agilidade e menor latência. Elas ganham competitividade, porém passam a competir com novos players e precisarão cada vez mais de cibersegurança

A everis, consultoria de negócios e TI do Grupo NTT Data, baseada em sua ampla experiência no atendimento de empresas de telecomunicações no Brasil e no mundo, identifica no setor a intensificação dos investimentos das empresas em open networks (redes com arquiteturas abertas e virtualizadas na nuvem). O objetivo das operadoras é garantir maior qualidade, agilidade, escalabilidade e flexibilidade às operações, com consequente melhoria nos processos e redução significativa de custos e da necessidade de investimentos futuros, em um universo 5G.

“Ao somarem sua infraestrutura física às soluções virtualizadas, as operadoras asseguram rapidez e eficiência à expansão de suas redes e, consequentemente, à oferta de novos e melhores produtos e serviços aos consumidores. Isso porque, a virtualização facilita o gerenciamento e a integração das tecnologias existentes com as novas soluções que surgirão depois da homologação do 5G no mercado brasileiro, a custos mais acessíveis”, explica Marco Antonio Galaz, sócio responsável pelo setor de Telecom da everis Brasil.

Segundo Galaz, a chegada do 5G revolucionará o mercado e viabilizará experiências muito mais interessantes e qualitativas aos consumidores, que tendem a se tornarem ainda mais exigentes e voláteis – ao optarem pela busca constante de excelência de serviços. Essa demanda torna as redes abertas ainda mais importantes para garantir mais confiabilidade, baixa latência e eficácia no processamento e análise de grandes volumes de dados, fundamentais para a criação e viabilização de novos modelos de negócios, capazes de garantir competitividade e fidelização da carteira de clientes - que poderão inclusive acessar seus dados de consumo quase em tempo real.

A entrada em operação do 5G exigirá maior automatização das operadoras, que precisarão ter maior controle e previsibilidade do comportamento dos recursos de rede, o que exige melhor gestão e análise de dados para assegurar rapidez nas tomadas de decisões e implementação de ações rápidas e efetivas para contornar quaisquer demandas ou ocorrências operacionais e estratégicas.

“As grandes operadoras nacionais estão em estágio inicial de virtualização. Neste primeiro momento, a tendência é que cresçam os investimentos nas open networks, pois esta arquitetura é uma peça-chave para a oferta das redes 5G, que já começam a ser implementadas em algumas cidades do interior de São Paulo e capitais pelo País”, afirma Galaz. Mas o caminho a ser trilhado ainda é longo. As possibilidades abertas pelo 5G são quase infinitas, assim como a necessidade de ter uma infraestrutura escalável, que pode ser facilmente ampliada, para garantir qualidade de produtos e serviços, bem como competitividade e rentabilidade a médio e longo prazos.

Alguns exemplos de serviços que poderão ser oferecidos com a entrada do 5G são telemedicina, realização de cirurgias remotas de alta complexidade, viabilização dos mais variados usos de drones, shows virtuais em tempo real para grandes públicos, carros autônomos, soluções de conectividade a baixos custos para regiões remotas etc. “Será possível, por exemplo, garantir acesso à internet nos rincões da Amazônia, onde não há como chegar via cabo, levar novos serviços, conhecimentos e progresso virtualmente a todas as regiões do País por meio da maior utilização de tecnologias como IA, IoT, realidade aumentada e virtual, analytics etc. Muito do que vimos acontecer ou de que percebemos ser necessário durante o isolamento social vai se tornar possível ou mais eficiente”, destaca Galaz.

Com o 5G e as redes abertas, a tendência é que as grandes operadoras passem a compartilhar suas redes de infraestrutura entre si e para companhias de telecomunicações menores, que ficarão responsáveis por prestar serviços de ponta aos consumidores. “Ao compartilharem suas redes, as operadoras receberão pelo uso e devem inclusive ter novas marcas especificas para a oferta dos serviços de compartilhamento”, acredita o sócio da everis.

Outro benefício para os consumidores é que as empresas do setor tendem a oferecer serviços cada vez mais personalizados, já que passarão a concorrer com novos players, como grandes empresas de tecnologia globais (Facebook, Google etc.), que terão infraestruturas e serviços próprios. “Com isso, a exigência por qualidade, melhor gestão de riscos e cibersegurança será ainda maior, mas o mercado hoje concentrado se tornará muito mais competitivo e eficiente, porque a demanda por excelência se espalhará pela cadeia de fornecedores”, ressalta Galaz.

Atenta às novas demandas que norteiam o setor, a everis tem participado de diversos consórcios de empresas de tecnologia, que visam desenvolver e virtualizar a infraestrutura de telecomunicações com o intuito de permitir que as operadoras compartilhem capacidades entre si.

“As open networks são o equivalente ao open banking no setor de telecomunicações e trarão uma verdadeira revolução, que resultará em redes mais robustas e poderosas, que estarão, por exemplo, menos sujeitas a efeitos climáticos que hoje impactam a prestação dos serviços de conectividade. Com elas, os hardwares utilizados são commodities, ou seja, cada vez menos dependentes de grandes fornecedores do setor, porém mais distribuídos e os custos com monitoramento e manutenção só se tornam viáveis com a implementação destas arquiteturas abertas. Está nascendo uma nova realidade digital nesse setor, que não tem volta e só traz benefícios para as empresas e seus usuários”, completa Galaz.